Em Esparta, o treino começava aos 7 anos e só terminava aos 21. O novo quadro do Le Roux resume tudo numa palavra

Em Esparta, a infância acabava cedo. Os meninos da elite espartana entravam aos 7 anos na agoge, o sistema de treinamento da cidade, e só deixavam de ser alunos aos 21 (Wikipedia). Eram catorze anos de formação para produzir os soldados mais temidos da Grécia antiga.
O quadro que o Le Roux acaba de lançar resume esses catorze anos numa palavra só: foco.
Como era o treino dos meninos de Esparta
A agoge não era escola no sentido que a gente conhece. Segundo os relatos antigos, os meninos eram privados de propósito de comida, sono e abrigo. A partir dos 12 anos, recebiam uma única peça de roupa por ano, um manto, para enfrentar o calor e o frio.
A fome também era método. Os alunos comiam pouco de propósito e deviam conseguir a própria comida, inclusive roubando. Quem era pego apanhava. Segundo o historiador grego Xenofonte, a lição não era contra o roubo, e sim contra ser descoberto: o treino ensinava a agir com astúcia e sem ser visto.
As Termópilas: trezentos contra um império
A fama veio do campo de batalha. Em 480 a.C., o rei espartano Leônidas liderou cerca de 7 mil gregos, entre eles trezentos espartanos, contra o exército persa de Xerxes, no desfiladeiro das Termópilas. A batalha durou três dias e terminou com a vitória persa (Wikipedia).
Perderam, e mesmo assim entraram para a história. A resistência daqueles três dias virou o exemplo máximo de disciplina diante de um inimigo muito maior, e é dela que vem a imagem do espartano que não recua.
Por que Esparta virou símbolo de disciplina
Uns dois mil e quinhentos anos depois, a palavra "espartano" ainda quer dizer rigoroso, austero, sem luxo. Por isso o guerreiro de capacete de bronze e crista virou a imagem de quem treina, estuda para concurso ou toca um negócio: ele representa a disciplina de fazer o que precisa ser feito, mesmo nos dias sem vontade.
E é também por isso que ele funciona tão bem na parede. Um espartano não precisa de legenda: todo mundo entende o recado antes de ler qualquer palavra.
Foco do Espartano, o lançamento do Le Roux
No Foco do Espartano, o artista Le Roux tira todo o excesso. O fundo é cinza, com faixas verticais de luz. O guerreiro aparece de costas, em preto e branco, com os músculos marcados pela luz lateral. A única cor da tela é o bronze do capacete, de crista preta, e a palavra FOCO, em letras douradas, que atravessa a tela e some por trás dele.
O capacete é do tipo coríntio, o mais popular entre os gregos naquela época: feito de bronze, nas versões mais evoluídas cobria a cabeça e o pescoço e deixava só frestas para os olhos e a boca (Wikipedia). Na tela do Le Roux, é justamente ele que esconde o rosto e deixa o recado todo para a palavra.
É o espartano mais silencioso da galeria, e talvez o mais direto: uma palavra, um homem, nenhuma distração.
Os espartanos do Craig
Quem prefere o recado por extenso tem o Espartano Dourado, do artista Craig, o espartano mais vendido da galeria. O guerreiro, também de costas, veste armadura dourada sobre fundo preto e aparece cercado de palavras escritas como pichação: coragem, disciplina, força, foco, superação, persista, avance, conquiste, acredite.
E o Espartano Grafite leva o mesmo guerreiro para a rua: escudo vermelho, fundo claro e um muro inteiro de grafite colorido, com palavras como valor, liderança, estratégia e sucesso.
A escolha é de temperatura. O Foco do Espartano é sóbrio e cinematográfico; o Dourado, intenso; o Grafite, jovem e barulhento.
Onde pendurar um quadro de espartano
No escritório ou no home office. Na parede em frente à mesa, ele trabalha como lembrete justamente nas horas de cansaço.
Na academia de casa. Pede o Espartano Dourado ou o Grafite, que têm energia para dividir a parede com espelho e equipamento.
No quarto de quem estuda. O Foco do Espartano, com uma palavra só, funciona como mantra para a época de prova.
No bar de casa ou na sala de jogos. O Espartano Dourado, com o preto e o ouro, combina com madeira escura, couro e luz baixa.
Altura. O centro do quadro fica perto da altura dos olhos, entre 1,45 m e 1,60 m do chão. Acima de mesa ou cômoda, deixe de 15 a 25 cm entre o móvel e a moldura.
Acabamento. Os três são verticais e saem com moldura de filete preta, moldura Prisma com vidro, moldura interna ou metacrilato. O brilho do metacrilato realça o bronze do capacete no Foco do Espartano.
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