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Os Peaky Blinders são mais velhos que a gilete, e a lâmina no boné é lenda

Warley Soares
Warley Soares
Galerista da QuadrosDecorativos.com · 4 min de leitura
Os Peaky Blinders são mais velhos que a gilete, e a lâmina no boné é lenda

É a história mais contada sobre os Peaky Blinders: os integrantes da gangue costurariam lâminas de barbear na aba do boné e, numa briga, usariam o boné como arma contra o rosto dos rivais. É uma cena perfeita para o cinema. E, segundo os historiadores, é lenda.

A gangue de verdade existiu em Birmingham, na Inglaterra, e atuou dos anos 1880 até a década de 1920. O problema da lenda é de calendário: a lâmina de barbear substituível só foi lançada pela Gillette em 1903, nos Estados Unidos, e a primeira fábrica britânica abriu em 1908 (Wikipedia). Ou seja: os Peaky Blinders são mais velhos que a gilete.

O que dizem os historiadores

Quem desmonta a história é o historiador Carl Chinn. Para ele, a lâmina no boné não passa de invenção: quando a gangue surgiu, a gilete ainda não existia, e o nome tem uma explicação bem menos cinematográfica.

O mais curioso é que a lenda pegou justamente por causa do nome. "Blinder" lembra "blind", cego em inglês, e é fácil imaginar alguém cegando o rival com um golpe de boné. Só que, na Birmingham do fim do século XIX, a palavra queria dizer outra coisa.

De onde vem o nome

Segundo Chinn, "peaky" era como se chamava qualquer boné de aba, o flat cap. E "blinder" era uma gíria de Birmingham para alguém de aparência elegante, bem-vestido. Peaky Blinder seria, portanto, algo como "o elegante de boné".

Existe ainda outra versão, também sem lâmina nenhuma: os integrantes puxariam a aba do boné sobre o rosto das vítimas, para que elas não conseguissem descrever quem as tinha roubado.

Um estilo que virou uniforme

A elegância, essa sim, era real. Os membros usavam paletós sob medida, sobretudos com lapela, coletes abotoados, lenços de seda, calças boca de sino, botas de couro e, claro, o boné. Nos anos 1890, as gangues de rua de Birmingham reuniam meninos e homens de 12 a 30 anos.

O reinado acabou por volta de 1920, quando os Birmingham Boys, liderados por Billy Kimber, tomaram o lugar deles. Quase um século depois, a série britânica que levou o nome da gangue para o mundo transformou aquele figurino num manual de estilo, como contamos no post sobre o que é gangster.

Os Peaky Blinders da galeria

O artista Le Blanc tem uma série inteira inspirada nos Shelby. No Blinders, o personagem aparece de boné e cigarro no canto da boca, com uma metralhadora apoiada no ombro e a fumaça subindo em forma de cifrões, sobre um fundo quase preto.

Quadro Blinders, de Le Blanc, personagem de boné e cigarro com metralhadora no ombro e fumaça em forma de cifrões
Quadro Blinders no tamanho Grande, segurado por uma mulher sentada, mostrando a escala Quadro Blinders com moldura Prisma e vidro, visto de lado
Blinders: o boné, o cigarro e a fumaça que vira cifrão.

Nos retratos de Arthur Shelby e Tommy Shelby, o Le Blanc cobre o rosto dos irmãos com frases tatuadas em vermelho e preto. Arthur, de gravata-borboleta, acende um charuto com o isqueiro. Tommy, de olhos claros, olha para cima com o cigarro entre os dedos. O Arthur Shelby é o quadro que mais sai da série.

Quadro Arthur Shelby, de Le Blanc, rosto tatuado acendendo um charuto, acima de carrinho de bar com garrafas
Quadro Arthur Shelby no tamanho Grande, segurado por duas mulheres Quadro Tommy Shelby, de Le Blanc, no tamanho Gigante, ao lado de um homem para mostrar a escala
Arthur Shelby e, à direita, o Tommy Shelby: os rostos cobertos de frases.

Três peças para uma parede inteira

Para paredes largas, o Trio Peaky Blinders divide a cena em três quadros, em preto e branco: em cada painel, um homem de boné e sobretudo longo, numa rua enevoada de casas de tijolo. Sai do Médio 93x62 ao Gigante 165x110.

Na mesma linha, A Mesa dos Shelbys senta três homens em poltronas de couro, atrás de uma mesa coberta de notas de dólar e copos de uísque, com a parede de madeira ao fundo. E, para quem quer outro traço, o Os Peaky Blinders Grid Art, do Gonzalez, coloca os três caminhando lado a lado sobre um fundo em mosaico cinza.

Quadro Trio Peaky Blinders Três Peças, de Le Blanc, em preto e branco, na parede de uma sala de reunião
Quadro Trio Peaky Blinders Três Peças apoiado no chão, ao lado de uma mulher sentada Quadro A Mesa dos Shelbys 3 Peças, de Le Blanc, três homens em poltronas de couro atrás de mesa com notas de dólar
Trio Peaky Blinders e, à direita, A Mesa dos Shelbys.

Onde pendurar um quadro Peaky Blinders

No escritório. É o quadro de quem decide sem levantar a voz. O Trio, em preto e branco, funciona bem na sala de reunião. Se a ideia é montar uma parede inteira de gângsteres, veja também a história do Jogo dos Gangsters.

No bar de casa ou na área gourmet. Com garrafas, madeira e luz baixa, o Arthur Shelby parece ter sido pintado para aquela parede. Tem mais ideias no nosso guia para decorar a área gourmet.

No quarto masculino ou na sala. Os fundos escuros combinam com paredes cinza, madeira e couro. Numa parede clara, o contraste faz o quadro virar o centro do ambiente.

Altura. O centro do quadro perto da altura dos olhos, entre 1,45 m e 1,60 m do chão. Acima de aparador, balcão ou bar, deixe de 15 a 25 cm entre o tampo e a moldura. Nos trios, mantenha o mesmo espaço entre as três peças, de 3 a 5 cm, para que elas sejam lidas como uma só composição.

Tamanho e acabamento. Blinders, Arthur Shelby e Tommy Shelby saem do Médio 64x48 ao Ultra GG 172x129; os trios, do Médio 93x62 ao Gigante 165x110. Todos têm canvas, moldura interna, moldura de filete preta, moldura Prisma com vidro e metacrilato. O preto dos fundos fica ainda mais profundo no metacrilato.

Mais obras com esse espírito estão na seção de quadros gangsters. Veja abaixo as obras que mais saem da nossa fábrica e encontre a sua.

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