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A chance de um royal flush é de 1 em 649.740. No quadro novo do Le Blanc, ele está na sua mão

Warley Soares
Warley Soares
Galerista da QuadrosDecorativos.com · 13 de setembro de 2026 · 4 min de leitura
A chance de um royal flush é de 1 em 649.740. No quadro novo do Le Blanc, ele está na sua mão

De todas as mãos possíveis de cinco cartas num baralho de 52, só quatro são royal flush: 10, valete, dama, rei e ás do mesmo naipe. A chance de receber uma é de uma em cada 649.740 distribuições (Wikipedia). Tem jogador que passa a vida inteira sem ver uma.

No O Jogo dos Gangsters, lançamento desta semana do artista Le Blanc, ela está na mão de quem olha o quadro. O detalhe é que, do outro lado da mesa, estão treze gângsteres.

Por que o royal flush é a mão mais rara do pôquer

A conta é simples. Um baralho de 52 cartas permite 2.598.960 combinações diferentes de cinco cartas. Royal flush só existe um por naipe, quatro no total. Divida uma coisa pela outra e sai a raridade: 0,000154% das mãos. É a mão que nenhuma outra vence, e por isso virou sinônimo de jogada perfeita.

O gângster que morreu por uma dívida de pôquer

A mesa de pôquer sempre foi território de gângster, e poucas histórias mostram isso tão bem quanto a de Arnold Rothstein. Chamado de "O Cérebro", ele foi um dos chefões do crime organizado em Nova York nos anos 1920. O nome dele ficou ligado até ao escândalo da Série Mundial de beisebol de 1919, quando jogadores do Chicago White Sox teriam sido pagos para entregar o título, embora ele nunca tenha sido indiciado.

Em 1928, Rothstein saiu de um jogo de pôquer de apostas altíssimas, que durou três dias, devendo US$ 320 mil. Disse que a partida tinha sido armada e se recusou a pagar. Em 4 de novembro daquele ano, levou um tiro no Park Central Hotel, em Manhattan, e morreu dois dias depois. À polícia, não entregou ninguém: "Você cuida do seu ofício, eu cuido do meu" (Wikipedia).

O que tem na mesa do Le Blanc

O quadro é uma cena de filme de máfia congelada no instante da aposta. Uma sala de paredes de madeira, uma luminária pendente sobre o feltro verde, arandelas acesas ao fundo. Em volta da mesa, sete homens sentados e seis pessoas de pé, de terno escuro, gravata e chapéu, entre elas uma única mulher, de boina.

No centro, maços de dólar empilhados. Espalhados pelo feltro, fichas, copos de uísque, uma caixa de charutos aberta, um isqueiro e, no meio de tudo, uma Bíblia. É o tipo de detalhe que dá assunto: fé e jogo na mesma mesa, como nos filmes em que o chefe da família reza no domingo e cobra a dívida na segunda.

E em primeiro plano, as mãos de quem olha, segurando o royal flush de espadas. Você não está assistindo ao jogo: está sentado nele, com a melhor mão da mesa. É o lançamento mais ousado do Le Blanc.

Quadro O Jogo dos Gangsters, de Le Blanc, mesa de pôquer cercada de gângsteres, na parede de um bar com garrafas e tijolo aparente
Quadro O Jogo dos Gangsters acima de carrinho de bar com plantas Quadro O Jogo dos Gangsters em ambiente industrial com poltrona de couro
O Jogo dos Gangsters: o royal flush de espadas na mão de quem olha.

As outras mesas de pôquer do Le Blanc

O Le Blanc já tinha feito da mesa de pôquer um território próprio. O Clube dos Gangsters, o quadro de gângster mais vendido do artista, abre a mesa em formato panorâmico, com os jogadores lado a lado, como numa foto de família da máfia. A Mesa de Gângsters repete o ritual com outro elenco e o mesmo feltro verde.

A diferença do lançamento está no ponto de vista. Nos outros dois, você observa a mesa de fora. No Jogo dos Gangsters, a câmera desce para a cadeira do jogador e a cena ganha altura: é um quadro em pé, que cabe em parede estreita, corredor ou na coluna ao lado do bar.

Quadro Clube dos Gangsters, de Le Blanc, em formato panorâmico acima de sofá de couro
Quadro Clube dos Gangsters acima de mesa de escritório Quadro Mesa de Gângsters em sala com sofá azul
Clube dos Gangsters e Mesa de Gângsters: a mesa vista de fora, em formato panorâmico.

Onde pendurar um quadro de pôquer

No bar de casa. É o lugar óbvio e o melhor: garrafas na prateleira, luz baixa e o feltro verde do quadro fazendo o papel da mesa que você não tem espaço para montar.

Na sala de jogos ou na adega. Uma luminária pendente ou um spot dirigido repete a luz que cai sobre a mesa do quadro, e a cena parece continuar na parede.

No escritório. Para quem negocia, é um recado bem-humorado na parede da sala de reunião: aqui se joga com as cartas na mesa.

Acabamento e tamanho. O Jogo dos Gangsters sai com moldura de filete preta, moldura Prisma com vidro, moldura interna ou metacrilato. Em parede escura de bar, o metacrilato dá brilho de vitrine; em parede clara, a moldura preta fecha a cena. Para a coluna ao lado do bar, o Médio ou o Grande; numa parede livre, o Gigante.

Para entender por que o gângster virou personagem de parede, vale ler o que é gângster, e por que Al Capone virou quadro. Veja abaixo as obras que mais saem da nossa fábrica e encontre a sua.

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