A imagem de Nossa Senhora Aparecida tem só 36 cm e já foi quebrada em quase 200 pedaços

A imagem mais famosa do Brasil cabe numa prateleira. Nossa Senhora Aparecida tem 36 centímetros de altura e é feita de terracota, um barro cozido. Ela saiu do rio Paraíba do Sul em 1717, em duas partes, e em 1978 foi quebrada em quase 200 fragmentos, que foram recompostos um a um (Wikipedia).
Com o 12 de outubro chegando, vale contar essa história desde o começo e mostrar os quadros da galeria que levam a Padroeira do Brasil para dentro de casa.
Uma pescaria para a festa de um conde
Na segunda quinzena de outubro de 1717, o conde de Assumar, Dom Pedro de Almeida, passava por Guaratinguetá, no Vale do Paraíba. O povo da vila decidiu fazer uma festa em sua homenagem, e três pescadores foram mandados ao rio atrás de peixe para a celebração: Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso.
No Porto Itaguaçu, João Alves lançou a rede e, em vez de peixe, puxou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça. Lançou de novo e veio a cabeça. Depois disso, conta a tradição, os três pescaram tanto que precisaram voltar ao porto: o peso dos peixes ameaçava afundar os barcos.
Por que a imagem é escura
A cor que hoje é a marca da imagem veio com o tempo. Segundo a Wikipedia, o tom escuro é resultado de séculos de exposição à fuligem das velas acesas pelos devotos.
Nos quinze anos seguintes ao achado, a imagem ficou na casa de Filipe Pedroso, um dos três pescadores. A primeira capela só foi construída por volta de 1734 e abriu as portas ao público em 26 de julho de 1745.
A coroa da princesa e o título de Padroeira
Em 6 de novembro de 1888, na segunda visita que fez ao santuário, a princesa Isabel ofereceu à santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, junto com um manto azul.
Em 16 de julho de 1930, por decreto do papa Pio XI, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Principal. E o 12 de outubro virou feriado nacional com a Lei nº 6.802, de 30 de junho de 1980. Hoje, a basílica que guarda a imagem, na cidade de Aparecida (SP), mede 173 metros de comprimento por 168 de largura e tem capacidade para 30 mil fiéis.
Os quase 200 pedaços de 1978
Em 16 de maio de 1978, depois da última missa do dia, um homem tirou a imagem do altar da basílica. Perseguido por seguranças e fiéis, deixou-a cair. A santa que tinha saído do rio em duas partes ficou reduzida a quase 200 fragmentos.
A restauração foi feita no MASP, o Museu de Arte de São Paulo, pelas mãos da artista plástica Maria Helena Chartuni. De certa forma, a imagem foi achada duas vezes: no rio, em 1717, e nos cacos, em 1978.
Nossa Senhora Aparecida em quadro
Na galeria, a Padroeira ganhou três versões do artista Benoit. A mais procurada é a Nossa Senhora Aparecida Strati D'Arte, o quadro de Nossa Senhora que mais sai da nossa fábrica. Em estilo impressionista, ela aparece de frente, de olhos fechados, com uma auréola de raios dourados e um buquê de florzinhas brancas junto ao peito. O manto azul-escuro tem reflexos de ouro e, na barra, uma pequena bandeira do Brasil. O fundo, em ocre e dourado, tem escorridos de tinta, como uma parede antiga.
A Divina Aparecida Strati D'Arte é a mais tradicional das três: de frente, com o manto azul aberto em forma de triângulo, a silhueta que se reconhece de longe, bordado de estrelas douradas e com duas bandeiras do Brasil. A coroa e as mãos postas completam a cena, sobre um fundo creme com pinceladas de ouro.
A versão mais recente é a Nossa Senhora Aparecida Encanto Dourado. Aqui ela está de perfil, de mãos postas em oração, com uma coroa ornamentada e uma auréola fina. O manto azul-marinho é bordado de flores em laranja e creme, e o fundo dourado tem textura de folha de ouro envelhecida.
Para quem prefere algo mais contemporâneo, a Nossa Senhora Aparecida Grid Art, do Gonzalez, troca o dourado por um fundo em mosaico de quadradinhos azuis e laranja.
Onde pendurar um quadro de Nossa Senhora
No canto de oração. Uma mesinha, uma vela, a Bíblia aberta e o quadro acima: é a cena da foto do Encanto Dourado, e cabe até num canto pequeno da sala.
No quarto. Acima da cômoda ou da cabeceira, o quadro acompanha o começo e o fim do dia.
Na sala ou na entrada. Nos tamanhos Gigante e Ultra GG, a imagem ganha presença acima do sofá. Na entrada, é a primeira coisa que vê quem chega.
Altura e tamanho. O centro do quadro perto da altura dos olhos, entre 1,45 m e 1,60 m do chão. Os três saem do Médio 64x48 ao Ultra GG 172x129.
Acabamento. Canvas, moldura interna, moldura preta, moldura de filete preta, moldura Prisma com vidro ou metacrilato. O brilho do metacrilato realça o dourado do fundo.
Para presentear. Com o 12 de outubro chegando, é um presente que fala por si para a mãe, a avó ou a madrinha.
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